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Cooperativismo de crédito

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Tecnologia e profissionalização da gestão nas cooperativas de crédito
Sérgio Lacerda
Data: 03/09/2013

Verificando a história recente do sistema financeiro no Brasil, vemos as cooperativas de crédito despontarem como uma alternativa bastante interessante ao modelo bancário tradicional, objetivando promover a democratização do acesso ao crédito e o fortalecimento econômico das comunidades nas quais estão inseridas.

Para atender a esses objetivos, estas instituições têm alguns desafios a superar, sendo o principal deles a profissionalização da gestão, que exige a correta definição de estratégias e ações no sentido de obter a utilização inteligente dos recursos e a excelência nos processos, sustentando assim seu crescimento e garantindo os serviços aos cooperados.

Naturalmente, isso só é possível com o uso de um sistema de gestão confiável e que atenda tanto às particularidades da cooperativa quanto às exigências do Banco Central do Brasil – BACEN –, que é o órgão que fiscaliza a operação das instituições financeiras no país, exigindo o envio periódico dos dados de transações realizadas, através de arquivos de integração (COS3040, COS4010, DLO).

Uma ferramenta ideal deve ter condições de atender, de uma forma muito simples, aspectos como a gestão de cooperados e empréstimos, análise automática de crédito e de risco, gestão operacional, contábil, financeira e de ativos fixos, integrações com BACEN, central de cooperativas e, eventualmente, com a empresa associada.

Além desses aspectos básicos, a correta utilização dos recursos tecnológicos pode e deve também prover maior quantidade e qualidade de serviços prestados aos cooperados, inclusive criando oportunidades para impulsionar o crescimento da cooperativa.

Nesse sentido, além da comodidade proporcionada pelos tradicionais meios de autoatendimento online e telefônico disponíveis 24 horas, também é possível, por exemplo, através de parcerias e convênios com empresas diversas, implementar empréstimos automáticos que funcionam como "formas de pagamento" em processos de compra que os cooperados podem vir a fazer nessas empresas.

Outro aspecto importante é a utilização do conceito de Business Intelligence (BI) integrado ao sistema de gestão (caso esse não o possua de forma nativa), de tal modo que seja possível definir e acompanhar diversos KPI’s (indicadores de desempenho) e realizar análises sobre a base de informações disponíveis, garantindo assim um melhor conhecimento sobre a operação da cooperativa e, consequentemente, decisões mais assertivas.

O uso dos recursos tecnológicos disponíveis é fator determinante na qualidade da gestão e dos serviços prestados por qualquer organização, e as cooperativas de crédito não escapam a essa regra. Sendo assim, é essencial buscar identificar quais soluções podem ser aplicadas para ajudar a tornar os processos mais ágeis e seguros, garantindo, ao mesmo tempo, mais qualidade e comodidade aos principais interessados: os cooperados.

 

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